Tudo envolve quimica. Desde a mais elementar das formas reproduzidas e simplificadas numa tabela....À quimica sentida, que de simples nunca tem nada. Tudo, tudo, envolve quimica
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Início
Era já de noite, passava da hora de jantar e eu andava perdida pela net, tenatndo achar algo de cativante que me fizesse manter o computador ligado. Estava no mais que famoso Facebook (Agora ja tem um filme e lai lai), quando vejo que alguem aceitou recentemente o meu convite feito ha ja mais de um mes. Sem mais demoras fui ver de quem se trataria, quando para meu espanto vejo que era Ele. Nao pude deixar de pensar que havia qualquer coisa que parecia obrigar-nos a manter um contacto, uma linha que me desse noticias dele, que lhe desse noticias minhas.
Pouco depois de me ver na sua lista de amigos, recebo uma mensgem. Do mais neutra possivel mas que de neutra nada tinha, uma mensagem que chegou ao fim de 3 anos, com o mesmo ah vontade com a primeira tinha chegado 3 anos antes. Parecia nao haver qualquer "constrangimento" em falar comigo, em tentar fazer com que eu falasse com ele.
A conversa fluiu normalmente, pelo menos com o tom mais normal que nos é possivel, e ainda assim....eu nao sabia porque que estavamos a falar. Eu nao estava bem, nao estava numa boa fase, nao queria conversas com ninguem, ainda menos com Ele, e ainda assim, parecia nao conseguir deixar de responder áquelas mensagens. Queria noticas dele, queria saber dele, mas nao queria que ele soubesse de mim, que ele tivesse uma ,linha de ligaçao a mim. Linha essa que tao bruscamente cortei, tal como prometi que faria.
Foram precisos dois dias de mensagens para permitir um primitivo e quase ridiculo msn.......e muito mais se viria a permitir....
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Desassossego
Deixei de viver de ha uns tempos para ca. Ela , a Vida, tem-me vido de uma maneira soberba, quase absorvendo as 24 horas do meu dia-a-dia, deixando-me uns momentinhos mesquinhos para pensar em algo que nao as obrigaçoes e os horarios. Horarios que de certa maneira me movem, me dao alguma estamina, pois viver á espera do nada nunca funcionou para mim.
Sinto-me num gigantesco bloquieo criativo, onde o objecto publicitario seria a minha vida, mas esta revelou ter muito pouco que contar, e ainda menos quem venho correborar o meu testemunho. Tenho saudades de certas pessoas e ao mesmo tempo a vontade de me voltar a ligar a elas ,da mesma forma, parece ser inexistente. Ha coisas que uma vez que pegamos nelas e as mexemos, quando tentamos colocar no sitio parece que ja nao encaixa da mesma maneira, por muito que procuremos aquela infima sombra deixada pelo pó que se acumulou em cima da mesa. Simplesmente, ja nao encaixa.
Outras vezes, mesmo quando pensamos que tudo é o mesmo e que o tempo e a diferença de horarios nada mudou, vemos que a mudança foi bem mais acentuada do que pensámos. O tema de conversa que antes fluia duma forma quase impossivel de escoamento, agora torna-se inexistente ou repetitivo, quando duas vidas deixam de ser tao comuns e se tornam dois patamares bem distintos....
E depois ha a dependencia. Tornei-me dependente de algo a que jurei a mim mesma, que nao o iria fazer. Sempre me quis manter o mais lucida possivel, ver que antes do todo existem as partes que sao distintas entre si. O problema é que parece que enquanto me preocupava em pensar noutros 500 acabei por ficar dependente. Isto atormentame e ate que me revolta pois se ha coisa de que nao preciso é de estar dependente de ninguem, de nao ter que precisar de ninguem para estar bem, aliviada do resto que se vai passando á minha volta, mas a verdade é que foi nisso mesm o que me tornei: dependente.
E sei o que vem com a dependencia: veem os medos, as inseguranças, as minhas perguntas, os meus flash forwords. Sei de quem preciso para estar bem, e esta parte é decididamente parte de mim....mas estar dependente nunca foi parte dos meus planos.
Ja nao sei quem é o meu cineasta favorito, a minha banda ou musica, o que quero ser "quando for grande" , a minha viagem de sonho ou o carro favorito. tudo isto nao passa, para mim, de uma imensa amálgama de massa cinzenta disforme e sem inicio ou fim. Se me perguntarem se gosto de Marilyn Manson sei acertivamente dizer que nao, mas entao...e quem gosto mais de ouvir? Qual o filme da minha vida? Onde me imagino daqui a 10 anos?
Nao sei. Posso responder seguramente a esta pergunta dizendo que nao sei....
Frau Carmo
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sevilha
Numa mensagem recebida , ja passava das 21h, dei por mim a ir de ferias logo na altura em que ja me tinha mentalizado de que estas estariam chegando ao seu términus.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
so what?!
Durante anos enchi o meu saco com muita coisa...com coisas que me chamaram e em nada correspondem ao que fui e sou, coisas de que me acusaram sem que eu as tenha feitos, cobranças de atitudes que nao cabe a mim tomar, e mais um sem fim de argumentos que nao me apetece mais enumerar. Não posso dizer que tudo tenha sido negativo para a construçao da minha personalidade e da pessoa que sou, pois ate me orgulho bastante de todas as marradas que dei, mas podia ter passado bem sem uma boa metade delas.
Passava bem sem ter tido 4 anos de primaria sem amigos, passava bem sem um básico com amigos de caca, passava bem por um secundario onde o prato do dia fossem as festas com amigos, viagens (por mais curtas e insignificantes que fossem) , passava bem sem por vezes me sentir a pessoa mais velha da minha faculdade. Passava bem por mais um ano de faculdade sem que isso afectasse as minhas finanças e os planos futuros. Passava bem sendo a dona do meu nariz, sem por vezes me sentir imersa num amontoado confuso de obrigações e horas certas para certas tarefas. Passava bem.....se nao fosse esta a minha vida.
"Gostava de ter a vida da X ou da Y mas a tua, sou sincero...nao gostava de ter a tua vida"
Se por um lado ouvir isto me despertou, por outro, foi ouvir alguem dizer em voz alta o que eu sempre pensei. Isto quer dizer que nao era mera invençao da minha cabeça, que nao era eu a fazer uma tempestade num copo de água. Mas nao! Realmente parece que isto nao tem sido muito fixe!
Todos nos temos os nossos limites, pontos fracos e momentos de ruptura e eu talvez esteja a atingir os meus....talvez eu me esteja a cagar para a "desgraça" alheia , talvez eu me esteja a cagar para alguem que se queixe que teve um verão aborrecido, talvez eu me esteja a cagar se alguem acha que este verao nao foi fixe porque nao "comeu" ninguem!
é que muito sinceramente: eu estou MESMO a cagar!
Não me vejo a ser um bom consolo de coisas que a meus olhos parecem "futeis" pois se nunca fui muito boa a passar a mao pelas cabeças alheias.....tambem nao me habituei a que as maos alheias a passassem na minha cabeça.
Estou mais dura, mais seca, sem grande vontade de me sentir cor de rosa? Estou
So What!?
Frau Carmo
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Mais vale nunca
Eu tenho um medo terrível de Crescer. Não falo do crescer físico em que ganhamos mais uns centímetros, mudamos de corpo e de feições, deixamos de usar vestidinhos com flores ou calçoes ás riscas pois estes já não são feitos no nosso tamanho. Falo do crescer por dentro, do crescer como ser/individuo numa sociedade.
Agora é a doer
Mais vale nunca
Nunca apetecer
Mais vale nada
Nunca escolher
Mais vale nunca mais crescer
Este verso é, sem duvida alguma, o que mais mexe comigo.é apartir de uma certa idade, diria , começando com os primeiros rebentos de adolescencia ,que se dá dentro de cada uma, começamos quase que automaticamente a recusar-nos ou a impormos-nos certos e determinados comportamentos, ou a ausência deles, pois "já não é bem visto". Já não podemos fazer Esta ou Aquela coisas pois já não temos idade para a fazer, porque os nossos amigos já não a fazem, porque o pai ou a mão dizem que já somos demasiado crescidos.
Lembro-me da pressa que tinha para Crescer. Para ter as chaves de casa, o que me permitia vir sozinha da escola sem estar dependente de alguém para me ir buscar, lembro de sonhar com o dia em que teria a carta e já nada ficava longe pois bastava conduzir ate lá, lembro de querer sair a noite, usar saltos altos, ter dinheiro e fazer com o meu tempo, o que bem me entendia.
Agora que já fiz, e continuo a fazer tudo isto, tenho umas saudades terríveis do que fazia na altura em que sonhava com tudo isto.
Adoro andar de baloiço, sempre adorei. Não entendo ate hoje o que pode ter de Tao especial um banco suportado por duas cordas/correntes e suspenso numa estrutura metálica ou árvore. Mas era o ponto alto da ida ao parque: o andar de baloiço. Fechava os olhos e deixava-me balançar...mais depressa ou mais devagar, conforme a disposição desse dia, mas era a sensação de quase voar, a liberdade de abrir os braços e sentir o vento a passar por mim. Hoje, se chegar a um parque e roubar o lugar num baloiço a uma criança passo por doida e ainda estou sujeita a um raspanete de um papa ou mama em defesa da sua cria. Baloiços agora.....só se for no meu jardim , ou então ás escondidas.
Bonecas. Se vou a uma loja de brinquedos perco-me na secção das meninas, toda muito cor de rosa, muito lollipop, quase cheirando a doces. Repleta de bonecas lindas, perfeitas e sempre sorridentes. Lembro-me das horas que passava a brincar com as minhas, dava-lhes identidades como se de pessoas a serio se tratassem. Hoje já não posso brincar com bonecas porque já não sou criança.
Colo. Quem não gosta de colo, beijinhos, mimos? Quem não se lembra do cheirinho da mãe, aquele perfume tão dela, tão bom, um cheiro que vamos lembrar ate ser-mos velhinhos? Do beijinho no joelho por causa da valente esfoladela que demos ao correr desenfreados num chão cheio de gravilha? Quem nunca fugiu para a cama da mãe porque teve um sonho mau ou porque esta com medo do escuro? Mesmo que ainda hoje o façamos, a receptividade já não é mesma. "O que tens? que te deu?" parece que já passou o prazo de validade para o cupão de mimos e afins que recebemos á nascença, cupão esse que iria expirar no dia em que nos deixássemos de sentir carentes. Mas...e se esse dia não chega!?
Parece que as crianças de hoje tem pressa de crescer, pressa de se tornarem responsaveis, cansados, ocupados,rabugentos e mal humorados. Tem pressa de pagar contas, levantar cedo e deitar tarde, perder anos de vida em filas de transito, aturar patrões ruins e mal pagantes. Tem pressa de sexo, de drogas e de discotecas, tem pressa de bebedeiras, tareias e consequencias. A criançada de hoje já não aproveita o que de melhor tem na vida: a infância. Por muito ruim que ela possa ser, ou já ter sido, é aquela idade onde quase tudo nos é permitido: ter a cara e a camisola cheia de gelado, sujar as calças com lama porque se andou a correr à chuva, usar totós e laçarotes, dormir com o ursinho , pedir colo à mãe mesmo se esta tiver sem ponta de paciência, juntar as moedas para comprar pastilhas e gomas, ser intimado a tomar banho pois a brincadeira deixou-nos castanhos e a cheirar a sapatos velhos, dormir com a luz acesa, e mais um sem fim de coisas boas que temos com "Aquela" idade.
Os resultados de toda esta pressa estão a vista: adultos acriançados, que acordam um dia com 30 anos completamente fartos da vida que levam e fartos de serem a pessoa que são. Já não se reconhecem , já não sabem porque deixaram de lado as gargalhadas bem sonoras e gostosas, em prol de um bem comedido e comportado sorriso. A sociedade esta frustrada porque já não sabe ser criança, já não sabe o bom que é apanhar uma molha no verão ou tomar banho numa fonte publica, só porque sim, só porque apetece!
Tenho um medo terrível de Crescer. De ficar velha por dentro, ranzinza e queixosa da vida e do mundo. Tenho medo que a rotina e o "porque tem que ser" me domem por completo e apaguem em mim a miúda com totós que passava horas a andar de baloiço.
Há um lixo novo pra limpar ao nascer
Um grito surdo que tentam calar
Vais ouvir e ver
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer
É tê e vê cérebro em fuga a dominar
Gene preguiçoso e letal
Olha pró que eu faço
Mais vale nunca
Nunca aprender
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer
Ficas a aprender
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais beber
Mais vale nunca mais crescer
Agora é a doer
Mais vale nunca
Nunca apetecer
Mais vale nada
Nunca escolher
Mais vale nunca mais crescer
Vais ouvir e ver...
Frau Carmo
domingo, 20 de junho de 2010
Desejo
Quero um dia ter uns ambiciosos 80 anos e olhar para trás com orgulho. Quero ver que fui uma boa mulher, o mais completa possível dentro daquilo que é hoje exigido de uma Mulher, quero orgulhar-me da profissional que fui , não dos meus bolsos cheios mas da minha casa cheia , da minha criação e descendência, de ter criado não só pessoas mas humanos, seres feitos com metade daquilo que sou e cheios de tudo aquilo que poderia ter sido. Quero saber que chorei tanto tanto mas que essas lágrimas não foram em vão, que as minhas gargalhadas foram muitas e despertaram um eco que perdura ate "hoje" , quero deitar a cabeça na almofada sem um peso que me impeça de fechar os olhos.
Sei que ainda me espera tanto tanto.....perdas, ganhos, alegria, sofrimentos, chegadas e saudades.....
Há uma frase que ouvi á uns bons anos e que me marcou desde esse primeiro momento, pois sempre tenho feito questão de a usar como lema pessoal pois poucas palavras de terceiros me conseguiriam definir Tao bem:
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Diferente
O que antes me dava prazer agora entedia-me, conversas que antes me prendiam durante horas passaram a olhares incómodos e desconfortaves. Reacções que antes tinha como sendo "tão minhas" agora nem sei como as tive, ou como consegui deixar de as ter. Parece que uma estranheza de mim mesma se abate sobre mim.....falta-me algo, falto-me eu.
Vi-me ha uns dias deparada com uma situaçao onde a minha reacçao me espantou. Pos em causa o meu chao e a minha felicidade do lado de alguem. Sem querer, dei comigo a ler algo que nao queria, algo que fora do contexto, me faria mal , me iria entristecer, e foi exactamente o que aconteceu. Foi uma noite muito comprida, onde as dificuldades para adormecer foram mais que muitas. Começei a entrar numa espiral de pensamentos, tão tipicos nestas situaçoes que fazem nascer em nos inseguranças e receios!
Deitei a cabeça na almofada e começei a colocar hipoteses, a tentar prever a minha reacção face ao desfecho desta situaçao, o que diria, o que faria. So sabia que naquele momento, tudo o que percorresse o caminho entre o meu pensamento e as minhas palavras seria nocivo , e nos nao precisavamos disso.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Chão
Abalou-me um bocado esta frase, mais do que o costume para mim. Principalmente porque foi dita num tom de voz algo sofrido, olhando pela janela e com o filho ao colo. Fez-me pensar. Pensar muito, sobre todos os factores que mantêm ou afastam um casal.
Estão juntos vai para 13 anos, 10 deles casados. Eram pouco mais que adolescentes quando se conheceram, pouco mais que adultos quando casaram. Decidiram abdicar de algo que só se vive aos 22 anos para casarem e formarem uma família. Por um emprego fixo e cheio de responsabilidades, pelas contas que chovem certeira mente no fim do mês (como a verdadeira chuva já não o faz) , pelo rebento que apareceu um ano mais tarde. "Abdicaram" dos 22 anos cheios de farras, noitadas, idas de ferias com os amigos, da época da faculdade que é, sem qualquer duvida, o compilar dos melhores anos da nossa juventude. Fizeram-no de vontade própria e por imposição: "aqui ninguém vai morar junto. casas e depois moras" , "já és um homem, ela parece boa miúda apesar de carente e possessiva. se achas que fazes bem....casa la vá". Não foi decerto uma decisão fácil de tomar.....tal como não seria a de encarar um divorcio com um filho de 5 anos.
Duvido que tivessem a total noção de quem o outro era realmente quando se casaram. Muitas vezes, nem numa vida inteira do lado da outra pessoa conseguimos conhece-la por completo, quanto mais, dependendo de 2 anos de namoro para assumir um compromisso (para toda a vida). Os feitios tanto de um como do outro não são fáceis: ela super carente e insegura, possessiva pelo seu homem. Ele pouco tolerante ao constante estado de distracção em que ela vive mas, ainda assim, dependente da opinão dela para qualquer passo que dê. Ela, vivendo num constante queixume "aiiii a dor de cabeça com que eu estouuuuu!!" e ele, sempre lidando com o seu temperamento impulsivo e mandão. Mas fora isto, seriam um casal feliz, cheio de momentos e de vida pela frente, prontos para uma vida a 2, 3 ,4.......
Nasce o pequenito e aquele que seria a cereja em cima do bolo, revelou-se um facto de faltas de paciência constante da parte dele, e de queixas de falta de apoio da parte dela. Ali no meio fica o pequeno, um ser adorável , com o feitio de uma pessoa já feita, decidido e senhor do seu nariz. E carente, e frágil......uma mini pessoa a quem uma má palavra solta uma enxurrada de lágrimas, que nunca são derramadas em publico. Sempre se recolhe ao seu canto, escuro e sem mais ninguém, pois todos podemos saber que ele chora, só não podemos ver (Mini me ahah).
Há uns dias tive uma conversa sincera com ela e , para varias, fui um tanto o advogado do devil.....sempre oiço as duas partes e faço o meu juízo o mais imparcial possivel pois também eu não gosto de cobranças futuras. Vi cansaço, alguma mágoa, desânimo , muitas duvidas, alguma insegurança mas , acima de tudo, muita conformação. Eles estão oficialmente conformado á vida que teem. À casa, ao trabalho, ás viagens , ao pequeno. Por mais desconfortáveis e estranhos estejam um com o outro, há outros "valores" que se alevantam, que fazem deixar em stand-by a hipótese da separação. E aqui surgiu-me a questão: ate que ponto é suposto aguentar-mos uma situação que já não nos faz feliz? Quais os factores que nos fazem sentar e esperar dias melhores sem tomar Aquela decisão mais definitiva?
Pela criança? Ele sofreria é verdade, mas acho que quem sofreria mais ainda seriam os crescidos pois o contacto seria inevitável, as memorias continuariam la e seriam relembradas de cada vez que se vissem. Talvez eu seja demasiado cor-de-rosa em certos aspectos da minha vida, não seja Tao esclarecida e concreta como deveria, talvez pelo facto de eu não conhecer a "zona cinzenta", aquele lusco fusco emocional em que sabemos que não nos faz bem, que não é o que sonhámos ou ambicionámos mas, que ainda assim, nos agarra todos os dias um pouco mais, nem que seja pelo beijo mais apaixonado de bons dias que recebemos naquela manhã.
Sou drástica em muitos aspectos da minha existência, mas no que mexe com sentimentos, relações, ainda para mais uma vida em comum....estou decididamente coberta de cinzento da cabeça, aos pés.
"I used to be running arround in NYC trying to be with the man taht I Love. Now , I´m complaining for beeing sitting in the couch with him"
Carrie
Frau Carmo
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Frescas
quinta-feira, 13 de maio de 2010
O meu pequeno Rouxinol
Aquela mulher furacão , sempre empunhando umas mãos perfeitamente tratadas, com uma unhas pintadas de vermelho que mais se assemelhavam a garras. Dizem, que quando louca de raiva, abria aqueles imensos olhos negros sempre impecavelmente delineados, cerrava os dentes brancos e levantava estas mesmas mãos. Era uma ave de rapina ou, talvez, uma Hárpia grega, e vociferava em Grego sabe-se lá o quê! A verdade é que ninguém ousava afrontar a Callas demoníaca , aquela cuja voz foi marcada como a primeira Tenor feminina, de tao potente que era o seu canto, que só pode ser equiparada á voz de um homem. Esta era quem conheciam pelas capas de revista , pelos concertos de onde vinham com os olhos marejados de água, esta não era o pequeno Rouxinol.
O Pequeno Rouxinol era aquela menina de origem grega que nascera em Nova Iorque, filha de pais gregos. Gordinha, longos cabelos negros e com olhos da mesma cor. Esta menina conseguiu ser feliz em tempos , refugiando-se na sua bela voz e no mundo que ela lhe abria perante os olhos, um mundo ao qual ela não via o fim. Ate um dia. Um dia em que o Pequeno Rouxinol se tornou A Diva. E porque?
Onassis: um magnata Grego (feio que nem cornos) que se encantou pelo ideal de ter uma Callas. Ele simplesmente se limitou a produzi-la , a transforma-la naquilo que a Callas podia ser e só ele conseguia ver. Emagreceu-a, vestiu-lhe os melhores fatos dos melhores costureiros franceses , levou-a a conhecer o mundo que ela ambicionava. Qual foi o única coisa que o Onassis nunca lhe conseguiu dar? Amor.
Foi paixão, foi calor, foi uma ideal numa forma de gente, foi alguem que ele quis do seu lado pois dava-lhe status, ficavam bem. Mas nunca ponderou ama-la.
Moraram juntos no seu palacete em Mykonos, palacete que fora da sua primeira mulher e mãe dos seus filhos, uma mulher que também nunca recebeu dele o conforto físico necessário e indispensável a qualquer mulher. Viajaram pelas ilhas gregas no seu monstruoso iate e durante uns bons anos foram o casal perfeito! A Callas, em poucas palavras, moía-lhe o juízo ate mais não! A Harpia não poucas vezes surgia no meio da relação e o senhor Onassis nunca foi famoso pelo seu temperamento comedido. As separações foram mais que muitas , mas sempre voltaram, ele correu atrás tantas e tantas vezes, chamava por ela debaixo da sua varanda em Paris, com um ramo de rosas nos seus braços, e ela sempre cedendo. Simplesmente não lhe conseguia resistir.
Um dia , o Onassis desistiu. Começou a perder o interesse, ela tornou-se chata, passou de bestial a besta. Não queria ouvi-la cantar de tão incomodativa que era a sua voz para ele. Voz que a Callas perdeu e nunca mais recuperou. No ultimo concerto que deu, era um murmúrio aquilo que se ouvia , em nada comparando ao tenor de saias que antes arrancava aplausos a uma plateia de pé. Depois da voz, perdeu-o a ele.......descartou-a, fartou-se , tinha achado alguém que seria mais interessante naquele momento: Jackie Kennedy. Mas a importante não é ela...é a Callas.
Acabou refugiando-se com a sua "ama" no seu apartamento em Paris, começou a definhar. Perdeu a voz , o rosto encovou, os olhos gigantes tornaram-se pequenos pontos negros e o corpo seguiu o mesmo caminho. Cerca de um ano depois de Onassis se ter casado com a former Kennedy, Maria Callas morreu. De que? Uma paragem cardíaca ate hoje mal parada. Mas não minha opinião, Maria morreu de Amor. Amor a mais que sentia por aquele homem que nunca valorizou a Maria pois só a Callas para ele era importante. Morreu de amor e de saudade. Como que sendo a ultima das heroínas de um romance Inglês do século XIX , Maria Callas, o Pequeno Rouxinol, morreu sem voz e sem coração.
"Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele".
Vítor Hugo
Frau Carmo
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Exclusividade
Não me considero possessiva ou control freak no que diz respeito a relações. Gosto de ter noticias, de saber do seu dia-a-dia , mas não o sigo como cão de guarda. Se sou ciumenta? Sim sou, o "saudável" (se é que tal existe..) dentro de uma relação. Sei a pessoa que tenho comigo, e sei o quão picuinhas fui para a encontrar e ter comigo. portanto, se eu gostei de certo mais alguém gostará. Presunçosa!? Nada disso, só conheço o real valor das "coisas".
Sempre gostei de ser e de me sentir única em determinadas áreas da minha vida. As relações amorosas são sem sombra de duvidas o supra sumo desta caracteristica minha. Pode-se dizer que lido politicamente bem com os meus ciumes, com a minha exigência de exclusividade e , acima de tudo, com pessoas que estiveram onde eu me encontro agora. Se gosto delas? Não, nem um pouco, mas lido. Não deixo que isso interfira na minha felicidade, felicidade essa que só a nos os dois diz respeito quer a criação quer a destruição (se bem que todos sabemos que não é assim que as coisas se processam...). Lido....quando vejo é que o meu investimento é seguro, quando sei que é alguém por quem valha a pena engolir um pouco do orgulho e do nariz empinado, em troca do meu sorriso 33.
Orgulho-me de dizer que tenho uma relação onde não existem tabus. É certo que há temas mais sensíveis a ambos e onde a conversa normalmente amena e suave toma contornos mais sérios.....onde a fluidez já não é a mesma. O meu "problema" é que por mais tempo que passe há um único tema que não fica mais fácil: a 1ª.
A primeira foi isso mesmo....a primeira. Em tantas coisas, demasiadas, tanto tempo, talvez demasiado, tempo que ate o meu tempo numa determinada época me absorveu quase por completo. Cada vez lido melhor, cada vez estou mais segura e mais certa da escolha que fiz e do passo que dei, mas ainda assim......custa. É acima de tudo injusto, pelo simples facto de que não há "luta" possível nem sequer objecto de luta pois já não se justifica falar de luta. Mas é o meu calcanhar de Aquiles, a presença incomodativa, o rancor que nunca digeri e ultrapassei, com muita pena minha , mas sendo orgulhosa como sou, não posso deixar de o sentir , de me sentir ate ainda um pouco fragilizada.
Tudo isto resulta de algo que abomino sentir: Medo. Medo de perder, de ser perdida, de o meu alicerce desaparecer debaixo dos meus pés, medo de ficar sem ar.
Esta sempre foi o meu dilema interno: entre a necessidade extrema e intrínseca de sentir tudo de todas as maneiras, sentir ate deixar de me sentir a mim própria e sentir tudo o resto; e o medo de o fazer. O desprendimento que me arrefece e refreia, que me torna racional e calculista. O meu Yin e o meu Yang.
Frau Carmo
Distância
Pois eu....já dei por mim a morrer (literalmente) de saudades de alguem que nao mais me fazia bem, alguem que me magoou, que nao me deu o devido valor e que de alguma forma , acabou por ganhar proporçoes épicas para mim. No outro polo oposto, encontram-me aquelas pessoas com que convivo todos os dias, com quem tenho conversas amenas não so sobre meras futilidades diarias ou assuntos de interesse comum, alguem que posso dizer fazer parte da minha vida, mas que, quando me vejo afastada delas, nao ha momento do meu dia que eu perca a pensar nelas e em como me marcam ou sao para mim importantes. Visto isto...como lido eu com a distancia? Será que crio uma relaçao de dependencia/vicio para com X pessoa, independentemente da sua influencia na minha vida? A conclusão: cada vez menos me vejo dependente.
Somos as melhores amigas. Ela sabe a fundo quem sou, sabe prever reacções minhas, sabe quando sou eu que lhe envia uma mensagem ou quando eu nao estou bem. De alguma maneira, é uma especie de ligaçao cosmica onde eu sei como ela está em determinado momento e ela, é exactamente igual comigo. O problema? As coisas ja nao funcionam assim....afastei-me, afastámo.nos. Situações da vida dela e da minha acabaram por nos afastar, pouco é o tempo passado juntas , e quando ele surge, já nao é o tempo de qualidade e a vontade de fazer surgir esse tempo é cada vez menor. A questão surgiu hoje: porque? Porque ja nao somos as mesmas, o que nos aconteceu e o que fazer antes que o elo seja quebrado?
A verdade é que nao faço a menor das ideias. Como já disse, nós mudámos, a vida de cada uma segue rumos cada vez mais diferentes , mas nada disto é novo, ja antes aconteceu e nunca nos afastámos como ate hoje. O que mais me atormenta, é que eu nao sei o que fazer nem sei o que quero fazer. O afastamento nao me fez bem e cada vez me está a fazer pior.....encontrei outras pessoas com quem me identifico mais, outras pessoas que tambem querem o meu bem mas que sabem escolher as palavras usadas comigo, pessoas cujas vidas nao sao poços de problemas e onde a minha deixou de ter interesse. Podera ser tambem egoísmo meu...mas as coisas ja nao sao as mesmas. So espero sinceramente, que o desfecho (se é que ele vai existir, vai ser necessario) seja o mais positivo e o mais desejado por ambas.
No outro polo oposto....esta Ele. Chegou de mansinho, tentou invadir mas eu nao deixei.....eu nao tinha deixado. Agora? Dificil será deixa-lo ir.....
Frau Carmo
terça-feira, 4 de maio de 2010
88-65-90
O que faz isso por uma mulher?!Fa-la fazer parvoices como é obvio! Vemos aquela actriz que ja foi mais gordinha agora enfiada num par de calças que de certeza lhe corta a circulaçao nas pernas, vemos uma famosa que saiu da maternidade há uns dias e já tem menos barriga do que eu.....(nao que eu seja um buda -.-) , tudo isto nos faz por em causa as nossas formas, por mais saudaveis que possamos ser.
Não é desconhecido de ninguem o facto dos disturbios alimentares serem a nova doença, a doença do século novo. Miudas anoréticas, miudas bulímicas, miudas que com 10 anos ja estao a dieta mas cujos pais nao se dao ao trabalho de as tirar de casa para que se mexam, "pauzinhos de virar tripas" (biba óh minhóo!! ) que sao magras nao por nao comerem mas por o seu sistema nervoso se recusar a assimilar o que comem. o certo...é que toda a gente que ser aquela modelo da capa da revista....tonificada mas torneada, pele de porçelana ou mais morena, cabelo sedoso e cara de boneca. Men want them...Women want to be like them.
Mas agora pergunto-me.....será esse corpinho relembrado ate um dia mais tarde? Quererão mesmo os homens essa menina da passerele? Encontrei um site que me diz que nao.
Marylin? Ava? Sophia? Gina?
Algum destes nomes vos diz algo? A mim diz, e muito! Sao as divas de Hollywood, os Corpos, os Rostos, a Perfeiçao feito gente. Verdadeiras ampulhetas , estas senhoras orgulhavam-se do seu peito volumoso e ancas redondas. Alias, estes atributos vendiam , davam espectadores a um filme , enchiam salas para sessoes de autografos, vendiam revistas, calendários......numa epoca onde as curvas eram sagradas e nao pecado.
Passo a mostrar a lista que encontrei:
Sophia Loren: 96,5-61-96,5

Rita Hayworth: 91-61-91

Marylin Monroe: 89- 56-89

Brigitte Bardot: 88 - 49 - 88

Ava Gardener: 91 - 58 - 94

Jayne Mansfield: 101 - 53 - 91

Em suma, todas estas senhoras vestiam um M ou L na parte de cima e na parte de baixo, entre o 36 e o 40! Eu compreendo que nos dias de hoje um bom "cabide" andante seja a melhor forma de um estilista promover o seu vestuario, mas fazer desse corpo O Modelo de corpo....não so destrói auto-estimas mais frageis, como é uma ofensa para a mulher com curvas!
Ah! as medidas do titulo? Sao as minhas....com muito gosto!!
http://www.listal.com/list/the-hourglass-figure
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Resistência
Acredito piamente no destino, nas historias mal resolvidas e no "meant to be", mas tambem sei o quão céptica e racional posso ser face a esta "coisa" que ainda ninguem soube explicar muito bem o que é.
Conhecer esta ou aquela pessoa.....isso Era Destino? Fazer a pior das escolhas possiveis e ver que afinal estávamos certos......é Destino? Voltar atras, aceitar a mudança e pintar o cenário com novas cores.....isto será mesmo Destino? Em parte tudo isto teve uma ponta de Divino pelo meio, mas recuso-me a deixar todo o meu percurso situacional nas maos do alheio. É verdade que nao há coincidencias, mas nao teremos nós mea culpa dessas coincidencias? Como alguem costuma dizer...."puseste-te a jeito, agora olha!"
Normalmente , costumo sempre apanhar o Destino. Como faço isso? Chamemos-lhe "sentido 6,5". O que é que esta poderosa maquina de previsao, qual oraculo de Belini (é assim que se escreve?) me proporciona?! Um dedo que adivinha, um palpite, um passarinho que me conta.....o que parece estar a segundos de acontecer.
E assim sendo....como actuar perante o que sabemos que pode estar a acontecer, mesmo quando nao queremos nem por sombras que isso se realize?! O que é que eu faço!!!??
Não me consigo resignar, e ja começo a encarar isto como defeito! Pelo simples facto de saber que isto realça em mim aquela pessoiiiinha estupida que procura respostas quando nao nosquerem da-las, aquela pessoiinha que analisa os factos ao mais infimo pormenor e se pergunta incessantemente " o que foi que eu fiz?", a pessoiiinha que perde noites de sono pois a cabeça nao pára, a pessoiinha.....que eu nao gosto de ser.Diria mesmo, a pessoa que Detesto ser! Ás vezes.......gostava de ser um personagem estoico de uma qualquer tragedia grega, que se senta no seu poiso de reflexao enquanto Roma arde. Se eu não posso apagar o fogo, nem vale a pena matar Nero, para quê , me vou mexer?!
Sei que é estupido....mas a pessoiiinha, pega num balde , enche-o e tenta apagar o que pode, enquanto á forças para isso e nao acaba ela mesma queimada.
" O que transforma um homem vulgar no nosso principe é ele querer ser o homem da nossa vida. E alguns ainda querem"
Margarida Rebelo Pinto
Frau Carmo
quarta-feira, 31 de março de 2010
Descontrolo
Sempre me considerei uma contradição com pernas. Em tempos disseram-me que "és daqueles casos dificeis da medicina, psicologia, sociologia e biologia!" E cada vez mais estou de acordo ( se bem que, concordemos: Da-me um certo charme ser objecto de estudo de quatro areas!)
Não sei bem quais as pralavras que conseguem exprimir da maneira mais correcta aquilo que a sensação de controlo me proporciona: controlo horas, controlo refeições,"controlo" conversas, controlo o que posso e o que nao posso pensar (se bem que as vezes seja como andar de patins num chão com óleo), controlo ,acima de tudo, quem amo. Analiso ao mais ínfimo pormenor aquilo que me dizem, na mais inocente das conversas, sempre procurando uma mensagem escondida, algo que me querem dizer e que de outra maneira mais directa não pode ser dito.
Eu "apodero-me" das minhas pessoas, criando assim em mim o efeito nocivo que a possibilidade de uma perda acarreta. Quanto mais penso em perda mais ela parece tornar-se uma realidade, quanto mais tento ter o controle de algo, mais incontrolável ele se torna. Acabo ouvindo o que não esperava, o que evitei, acabo sentindo o que o controlo nao me deve fazer sentir: Medo.
Dizem quem o "Medo guarda a vinha", mas o que fazemos quando a vinha insiste em ser um pedaço de terreno bravio?! Como reagir face á falta de reacção?!
Cda vez mais chego á conclusão de que não me posso apropriar de nada, no máximo, tentarei faze-lo com a minha própria vida, adoptando uma postura talvez egoísta. Porquê egoísta? Porque controlando somente a minha vida, o meu foco de interesse passa a ser o meu (perfeitinho) umbigo, visto que tudo o resto escapa ao meu controle. E aqui surge a duvida: como me focar so na minha pessoa, se as demais fazem parte da pessoa que sou? Desligo-as de mim, de quem sou? Moldo-me á liberdade delas , ao "querer" que proclamam , deixando-me de lado , juntamente com o meu Ego de 10 metros?!
Admiro profundamente os seres humanos que levam a vida com uma atitude desligada, desapegada, tendo em conta que todo o resto do mundo necessita de alicerces, seja qual for a sua ordem : roupas caras, carros e casas, um emprego como chefe, um passaporte invejável, etc. O meu alicerce são as pessoas. Passo bem sem grandes luxos, sem muitas extravagancias, mas não passo sem pessoas.
Gosto-me, respeito-me e cada vez mais aceito aquilo em que me tornei, mas sei que também me moldei ao meu meio Humano, ás minhas relações, por mais longas ou curtas que sejam. A única coisa a que ainda não me acostumei a aceitar, está relacionada com erros. Errar é Humano, mas errar duas vezes é Estupidez. É o que proclamo , é o que para mim utilizo, e cada vez me sinto mais apta a nao repetir o mesmo erro, seja qual for a sua índole.
Ontem, numa das minhas "famosas" reflexões after-sleep, dei por mim a ponderar a aceitação de uma atitude mais desapegada, mais solta perante o mundo. De nada vale forçar/controlar o que não depende só de mim, pois há sempre 50% de chances da outra parte encarar a situação de uma maneira completamente divergente da minha, o que frequentemente acontece, e isto só levaria a mais disputas e contradições. Independentemente desta nova pespectiva, continuo a ter os meus ideais, as minhas regras, a minha bíblia pessoal, e esta, por mais desapegada que eu me torne, nunca mudará, pois nela encerro os meus valores.
Control Freak?! Sim, muito. Mas em actualização.
"Amo a Liberdade, Por isso deixo as coisas que Amo Livres. Se voltarem é porque sempre foram minhas. Se não, é porque nunca as possuí".
John Lennon
Frau Carmo
terça-feira, 16 de março de 2010
Tempo
A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro".
Cronos casou com a sua irmã Réia, que lhe deu seis filhos (os Crónidas): três mulheres, Héstia, Deméter e Hera e três rapazes, Hades, Poseidon e Zeus.
Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.
É isto, essencialmente, o que o tempo nos faz. Não nos torna mais inteligente, não faz de nós mais sábios, não nos ensina qualquer lição , nem nos dá oportunidades. o Tempo devora-nos. Depende somente de nós tornar o nosso tempo útil, dar-lhe um uso eficaz que nos faça orgulharmo-nos das nossas escolhas/ocupações temporais.
Todos se queixam com a falta de tempo. Tempo para namorar, para estar com a família, com os amigos, tempo para estar consigo mesmos , tempo para poder dizer que "perdeu tempo a fazer algo inútil". Mas apesar de todas estas queixas, ningúem , nessuno, se deixa perder tempo visto que a primeira coisa que fazemos quando estamos "descupados" é, arranjar uma ocupação:
-sair de casa;
-ir para casa (não interessa a quem ela pertence);
-ir ás compras;
-fugir das compras;
-passar o dia a dormir;
-passar o dia a tentar estar acordado!;
E infinitas seriam as hipoteses se "inutilidades" mais ou menos relevantes que poderiam ser usadas como entretém daquela nesga de tempo que classificamos como "livre".
"o meu tempo livre é meu"
No...Not really! Por hipotese: tenho uma hora e pouco livre entre as aulas. O que fazer?Sei 20 minutos irei despender a pensar no que vou fazer com este tempo livre. Chego á conclusão de que quero ir ver lojas, mas tem que ser rápido visto já nao ter assim "tanto" tempo. Pego no carro e fico 15 minutos parada no transito porque os restantes condutores estao fascinados com os dois carros que bateram, mas que já estão encostados na berma. Chego ao centro comercial - tenho que me despachar pois tenho aula daqui a menos de uma hora - e vou ás lojas do costume. Entre dar a primeira olhadela,ir para os provadores, dar a segunda olhadela, e ver que aquela peça também existe em azul, voltar a experimentar e ir para a caixa........descubro que ja estou atrasada! Este tempo nunca foi meu!! Foi do transito, das duvidas, da escolhas, nunca foi o MEU tempo. Se fosse meu pela totalidade, daria comigo entediada pela inexistência de algo para fazer para além de estar deitada no sofá, com os pés cruzados e a olhar para o tecto (ou telemovel, depende do angulo), perguntando-me se haveria algo de suficientemente satisfatório que me fizesse tirar o pijama e sair de casa!
Normalmente , todo o meu tempo tem um destino, ou pelo menos, tento programa-lo com esse fim! Tento preencher-me o mais possivel com algo que me distraia do que me preocupa, pois sei que um dia focado no que me preocupa nunca será um bom dia , será certamente , um mau/péssimo/ não devia ter saido da cama dia! Não que o que me preocupa seja do que preocupa o Obama, mas tal como referi no texto anterior, funciono por correntes de ideias, e uma ideia mais ou menos chatinha e pouco incomodativa poderá por-me no limiar dos movimentos catatónicos com a repetição de frases que mais ningúem percebe para além de mim (estou a brincar :))!
Há coisas em que gostava de perder todo o meu tempo...."coisas" como viagens, idas ao cinema, ao teatro, á praia, com isto eu perderia todo o meu tempo, até aquele que nao tenho, mas infelizmente, e como mamae sempre me ensinou, " se eu só fizesse o que gosto, deixaria de ter o que fazer quando acabasse de fazer o que gosto".
Basicamente a "luta" resume-se a isto:
A- não perder tanto tempo a pensar no que gosto de fazer,
B- Perder menos tempo no que não gosto de fazer de maneira a ter mais tempo para o defeninitivamente gosto de fazer!
Frau Carmo
quarta-feira, 10 de março de 2010
Chain Reaction
Há algo que me desperta os sentidos, pode ter sido um mero sinal, banal ao qual ninguem daria importancia. Pois eu, farei dele uma questão filosófica! Apartir desse sinal, começará uma reacção em cadeia de tal maneira efervescente e dominadora que darei por mim ou á beira do precipício ou á beira do êxtase!
Toda esta actividade cerebral, toda estas sinapses frenéticas, podem ser muito boas mas podem também, tornar-se nocivas, cáusticas. Pode ser o sinónimo de um bom dia ou de um dia "eu não devia ter saído da cama"!! Hoje foi assim...toda esta semana alías, tem sido assim. Um dia nunca, por hipótese alguma, será bom quando damos por nós a ter o primeiro pensamento do dia e ele é algo como "óh ceus....é de manhã outra vez!", ou quando acordamos revoltados com Deus e com o Mundo e nos perguntamos qual terá seido o pecado ou a blasfémia por nós cometida, para merecermos um horarío que nos faz levantar ás 6h da manhã a uma 2ª feira! Com a minha idade (ainda uma alface para alguns ) ás 6 da manhã chegamos a casa, tiramos os saltos altos, mandamos mensagem ao namorado a dizer que estamos em casa e que correu tudo bem.Aí,finalmente, aterramos na cama sem sequer nos preocuparmos com o facto de ainda estarmos de vestido.
Cá está.........fui apanhada durante este post em plena "chain-reaction". É exaustivo viver uma vida inteira neste ritmo de pensamento. A concentração é quase inexistente/residual, quem está por perto sempre reclama por nao estarmos a ouvir ou por parece que não estamos lá, e eu propria, me chateio quando ja não me consigo lembrar do que fazia há 5 minutos atrás.
Não tenho uma vida particularmente exaustiva mas sei que sou uma insatisfeita por natureza! Agradeço, todos todos os dias, as "graças" que me são dadas por um Ser Superior (que me recuso a nomear especificamente) , pois sou uma sortuda! Cada vez mais tens disso consciencia, da sorte que me foi bafejada e que ainda me sopra ao ouvido, mas comom boa insatisfeita "dxi carteirinha", nada me satisfaz por completo, nada me desliga. Tenho os meus momentos, que vão sendo cada vez mais desde que Ele apareceu , mas a insatisfação está a ser transformada em Cansaço.Cansada da rotina, dos lugares, das acções, pior, de mim. Não me reconheço, por vezes, apesar de ter perfeita noção de que cada vez me conheço melhor, há em mim atitudes e pensamentos que já não reconheço. São novos, estranhos, prenunciam a mudança, e eu sempre sempre oferecia resistencia À mundaça! Ningúem se joga de cabeça perante o escuro, eu nunca o fiz de bom grando, mas agora........agora peço aos Céus essa oportunidade! Um tiro no escuro, que nao sei onde vai acertar, mas que eu saiba que me fará bem, que será a minha lufada de ar fresco.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".
Fernando Pessoa
Frau Carmo
segunda-feira, 8 de março de 2010
Há gente assim....
calor
segurança
apoio
risadas
aconchego
protecção
ansias
palpitações
borboletas no estomago
medo...de perder
sustos
tesão
carinho....muito
Quimica
prendas
viagens
sonhos
novidades
surpresas
felicidade
Há gente....que nos dá Amor. E quando essas pessoas passam por nós, pedimos aos Deuses deste e do outro mundo, fazemos bonequinhos de voodoo e pedimos á noite ao Menino Jesus, antes de dormir, que nunca mais as leve para longe*
Frau Carmo
segunda-feira, 1 de março de 2010
Mother Nature
Algém que percebe e se ri das nossas piadas algo doentias e com um cariz muito "próprio", algúem que sabe manter a distância de segurança (duas setas, nao esquecer!) quando acordamos num dia com om pH quase negativo! Algúem que, não sabendo como, pode fazer de um mau dia um bom dia.
Eu já encontrei este algúem , e tal nao é a minha sorte, que estes "alguens" parecem multiplicar-se a uma velocidade assustadora, quais bactérias numa placa de Petri!! ahah
Mas, para meu espanto e contra-crença tão enraizada na minha pessoa, encontrei o meu algúem Nele.
Ele chateia-me como poucas pessoas conseguem, anima-me como ainda menos o sabem fazer. Leva-me onde quero ir, mas quase por instinto o faz. Consegue ser o meu oposto e levar-me ao limiar das mais feias reacções químicas/físicas/astrológicas/wathever alguma vez relatadas por Cientistas, como me completa as frases e me faz dar aquele risinho parvo e criançola.
Não Tu......nunca isto tudo vindo de ti, loge de ti, depois do rol de situações e questões que me coloquei e a que me sujeitei. Que sujeitámos...
Isto é uma "piada" dos Deuses, um mero entretém que eles encontraram para a sua entediante vida rodeada de néctares de Ambrósia e "gente" bonita. Pode ser a Mãe Natureza querendo juntar Ar e Fogo. Separados são fortes, poderosos, imparáveis. Mas juntos......hun....juntos alimentam-se.
Frau Carmo
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
H2O simplificada
Essa, também esta em todo o lado. No nosso trabalho, sentimos sempre uma certa química pelo que fazemos, mesmo que o nosso trabalho se assemelhe a ácido! Com os amigos, dá-se o mesmo. Por mais que adoremos todo um grupo, há sempre um ou outro que consideramos o braço direito. Ele sabe todos os nosso segredos, é sempre o primeiro a quem ligamnos quando estamos muito bem ou muito mal, é uma ligação que nao se explica, é Química.
E o Amor.....ai esse.....move-se a Química! é uma ligaçao explosiva de emoçoes, sensações, aflições e desibinições!
"Porque gostas dele?" "Não sei.......nao consigo explicar"
É Química! Libertamos hormonas quando estamos com o ser amado que nos fazem sentir o que mais vulgarmente chamamos de "borboletas na barriga e arrepios na espinha!" É Qímica!
Aqui, falarei de toda a quimica que pode ser escrita e á qual parece que já ninguem liga. Será acido, será ás vezes básico, mas o pH nunca será neutro!
Frau Carmo