(nao ha fome que nao dê em fartura hein!?)
Não me considero possessiva ou control freak no que diz respeito a relações. Gosto de ter noticias, de saber do seu dia-a-dia , mas não o sigo como cão de guarda. Se sou ciumenta? Sim sou, o "saudável" (se é que tal existe..) dentro de uma relação. Sei a pessoa que tenho comigo, e sei o quão picuinhas fui para a encontrar e ter comigo. portanto, se eu gostei de certo mais alguém gostará. Presunçosa!? Nada disso, só conheço o real valor das "coisas".
Sempre gostei de ser e de me sentir única em determinadas áreas da minha vida. As relações amorosas são sem sombra de duvidas o supra sumo desta caracteristica minha. Pode-se dizer que lido politicamente bem com os meus ciumes, com a minha exigência de exclusividade e , acima de tudo, com pessoas que estiveram onde eu me encontro agora. Se gosto delas? Não, nem um pouco, mas lido. Não deixo que isso interfira na minha felicidade, felicidade essa que só a nos os dois diz respeito quer a criação quer a destruição (se bem que todos sabemos que não é assim que as coisas se processam...). Lido....quando vejo é que o meu investimento é seguro, quando sei que é alguém por quem valha a pena engolir um pouco do orgulho e do nariz empinado, em troca do meu sorriso 33.
Orgulho-me de dizer que tenho uma relação onde não existem tabus. É certo que há temas mais sensíveis a ambos e onde a conversa normalmente amena e suave toma contornos mais sérios.....onde a fluidez já não é a mesma. O meu "problema" é que por mais tempo que passe há um único tema que não fica mais fácil: a 1ª.
A primeira foi isso mesmo....a primeira. Em tantas coisas, demasiadas, tanto tempo, talvez demasiado, tempo que ate o meu tempo numa determinada época me absorveu quase por completo. Cada vez lido melhor, cada vez estou mais segura e mais certa da escolha que fiz e do passo que dei, mas ainda assim......custa. É acima de tudo injusto, pelo simples facto de que não há "luta" possível nem sequer objecto de luta pois já não se justifica falar de luta. Mas é o meu calcanhar de Aquiles, a presença incomodativa, o rancor que nunca digeri e ultrapassei, com muita pena minha , mas sendo orgulhosa como sou, não posso deixar de o sentir , de me sentir ate ainda um pouco fragilizada.
Tudo isto resulta de algo que abomino sentir: Medo. Medo de perder, de ser perdida, de o meu alicerce desaparecer debaixo dos meus pés, medo de ficar sem ar.
Esta sempre foi o meu dilema interno: entre a necessidade extrema e intrínseca de sentir tudo de todas as maneiras, sentir ate deixar de me sentir a mim própria e sentir tudo o resto; e o medo de o fazer. O desprendimento que me arrefece e refreia, que me torna racional e calculista. O meu Yin e o meu Yang.
Frau Carmo
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