segunda-feira, 10 de maio de 2010

Distância

Todos nós lidamos de maneira diferentes com a distância. Seja de quem for, por quanto tempo for, tendemos a equacionar a dor da distancia conforme a importancia dada a uma pessoa, o que tem toda a logica, visto ninguem sentir falta de alguem que nao lhe é muito querido ou que nao tenha marcado de alguma maneira a nossa vida de uma maneira a nao a esquecer.mos maisl.
Pois eu....já dei por mim a morrer (literalmente) de saudades de alguem que nao mais me fazia bem, alguem que me magoou, que nao me deu o devido valor e que de alguma forma , acabou por ganhar proporçoes épicas para mim. No outro polo oposto, encontram-me aquelas pessoas com que convivo todos os dias, com quem tenho conversas amenas não so sobre meras futilidades diarias ou assuntos de interesse comum, alguem que posso dizer fazer parte da minha vida, mas que, quando me vejo afastada delas, nao ha momento do meu dia que eu perca a pensar nelas e em como me marcam ou sao para mim importantes. Visto isto...como lido eu com a distancia? Será que crio uma relaçao de dependencia/vicio para com X pessoa, independentemente da sua influencia na minha vida? A conclusão: cada vez menos me vejo dependente.

Somos as melhores amigas. Ela sabe a fundo quem sou, sabe prever reacções minhas, sabe quando sou eu que lhe envia uma mensagem ou quando eu nao estou bem. De alguma maneira, é uma especie de ligaçao cosmica onde eu sei como ela está em determinado momento e ela, é exactamente igual comigo. O problema? As coisas ja nao funcionam assim....afastei-me, afastámo.nos. Situações da vida dela e da minha acabaram por nos afastar, pouco é o tempo passado juntas , e quando ele surge, já nao é o tempo de qualidade e a vontade de fazer surgir esse tempo é cada vez menor. A questão surgiu hoje: porque? Porque ja nao somos as mesmas, o que nos aconteceu e o que fazer antes que o elo seja quebrado?

A verdade é que nao faço a menor das ideias. Como já disse, nós mudámos, a vida de cada uma segue rumos cada vez mais diferentes , mas nada disto é novo, ja antes aconteceu e nunca nos afastámos como ate hoje. O que mais me atormenta, é que eu nao sei o que fazer nem sei o que quero fazer. O afastamento nao me fez bem e cada vez me está a fazer pior.....encontrei outras pessoas com quem me identifico mais, outras pessoas que tambem querem o meu bem mas que sabem escolher as palavras usadas comigo, pessoas cujas vidas nao sao poços de problemas e onde a minha deixou de ter interesse. Podera ser tambem egoísmo meu...mas as coisas ja nao sao as mesmas. So espero sinceramente, que o desfecho (se é que ele vai existir, vai ser necessario) seja o mais positivo e o mais desejado por ambas.

No outro polo oposto....esta Ele. Chegou de mansinho, tentou invadir mas eu nao deixei.....eu nao tinha deixado. Agora? Dificil será deixa-lo ir.....



Frau Carmo

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