quinta-feira, 27 de maio de 2010

Frescas

Quem ja nao se viu confrontado com aquele tipo de "rapariga" quem nada é nada mais nada menos que uma pedra no nosso sapato, um encosto, uma sombra, um desassosego? Aquela pessoa que so aparece quando cheira femea nova no pedaço? Eu ja , e nao é nada nada agradavel.

Independentemente da minha actual situaçao , do quao estavel esa possa estar e muito fezliz que eu possa ser, nao deixa de ser incomodativo haver sempre uma lembrança de alguem que nunca soube lidar bem com a MINHA felicidade, visto ela estar directamente ligada a uma pessoa que ja contribuiu para a sua. Custa. Custa eu ter que ser uma Lady (algo que sou por natureza ahahah) , engolir um pouco do meu orgulho e mostrar um sorriso. Custa ainda mais, tentar ganhar o carinho e a confiança de pessoas que sao o nosso alicerçe (a familia) e ter ainda essa sombra por tras , como que lutando uma luta injusta para ambas a partes.

Nao sou por norma ciumenta, nao faço cenas em praça publica e muito menos, tenho por habito mandar verdades custosas á cara da outra pessoa quando o animo da conversa fica mais aceso. Mas o "saco" tem limites e a minha insegurança tambem. Não é nada nada facil lidar com algumas constatações como por exemplo "eu nao sei estar sozinho nem gosto de saber que tal pessoa cagou para mim".

Imediatamente, uma nuvem abate-se sobre a minha cabeça pois penso no que acontecerá numa discussão mais feia em que alguem diga "acabou". Penso no que acontecerá se esse acabar for mais do que difinitivo, se for um acabar sofrido. o que será certamente pois neste ponto da situaçao um pequeno afastamento ja dói bastante, quanto mais um corte definitivo.

Automaticamente pensaria : bom! ate que ponto valerá para mim a pena ficar na merda quando sei que a outra parte estará algures caçando alguem para me substituir, alguem que nao tenha "cagado"? Nao é hipotese que eu me permita sequer por , pois finalmente encontrei o meu chão mas sinto-me no direito de ter este desabafo , de escrever em voz alta o que me vai no pensamento.


Frau Carmo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O meu pequeno Rouxinol

Era o que o agente de Maria Callas lhe chamava.
Aquela mulher furacão , sempre empunhando umas mãos perfeitamente tratadas, com uma unhas pintadas de vermelho que mais se assemelhavam a garras. Dizem, que quando louca de raiva, abria aqueles imensos olhos negros sempre impecavelmente delineados, cerrava os dentes brancos e levantava estas mesmas mãos. Era uma ave de rapina ou, talvez, uma Hárpia grega, e vociferava em Grego sabe-se lá o quê! A verdade é que ninguém ousava afrontar a Callas demoníaca , aquela cuja voz foi marcada como a primeira Tenor feminina, de tao potente que era o seu canto, que pode ser equiparada á voz de um homem. Esta era quem conheciam pelas capas de revista , pelos concertos de onde vinham com os olhos marejados de água, esta não era o pequeno Rouxinol.

O Pequeno Rouxinol era aquela menina de origem grega que nascera em Nova Iorque, filha de pais gregos. Gordinha, longos cabelos negros e com olhos da mesma cor. Esta menina conseguiu ser feliz em tempos , refugiando-se na sua bela voz e no mundo que ela lhe abria perante os olhos, um mundo ao qual ela não via o fim. Ate um dia. Um dia em que o Pequeno Rouxinol se tornou A Diva. E porque?

Onassis: um magnata Grego (feio que nem cornos) que se encantou pelo ideal de ter uma Callas. Ele simplesmente se limitou a produzi-la , a transforma-la naquilo que a Callas podia ser e ele conseguia ver. Emagreceu-a, vestiu-lhe os melhores fatos dos melhores costureiros franceses , levou-a a conhecer o mundo que ela ambicionava. Qual foi o única coisa que o Onassis nunca lhe conseguiu dar? Amor.

Foi paixão, foi calor, foi uma ideal numa forma de gente, foi alguem que ele quis do seu lado pois dava-lhe status, ficavam bem. Mas nunca ponderou ama-la.
Moraram juntos no seu palacete em Mykonos, palacete que fora da sua primeira mulher e mãe dos seus filhos, uma mulher que também nunca recebeu dele o conforto físico necessário e indispensável a qualquer mulher. Viajaram pelas ilhas gregas no seu monstruoso iate e durante uns bons anos foram o casal perfeito! A Callas, em poucas palavras, moía-lhe o juízo ate mais não! A Harpia não poucas vezes surgia no meio da relação e o senhor Onassis nunca foi famoso pelo seu temperamento comedido. As separações foram mais que muitas , mas sempre voltaram, ele correu atrás tantas e tantas vezes, chamava por ela debaixo da sua varanda em Paris, com um ramo de rosas nos seus braços, e ela sempre cedendo. Simplesmente não lhe conseguia resistir.

Um dia , o Onassis desistiu. Começou a perder o interesse, ela tornou-se chata, passou de bestial a besta. Não queria ouvi-la cantar de tão incomodativa que era a sua voz para ele. Voz que a Callas perdeu e nunca mais recuperou. No ultimo concerto que deu, era um murmúrio aquilo que se ouvia , em nada comparando ao tenor de saias que antes arrancava aplausos a uma plateia de pé. Depois da voz, perdeu-o a ele.......descartou-a, fartou-se , tinha achado alguém que seria mais interessante naquele momento: Jackie Kennedy. Mas a importante não é ela...é a Callas.


Acabou refugiando-se com a sua "ama" no seu apartamento em Paris, começou a definhar. Perdeu a voz , o rosto encovou, os olhos gigantes tornaram-se pequenos pontos negros e o corpo seguiu o mesmo caminho. Cerca de um ano depois de Onassis se ter casado com a former Kennedy, Maria Callas morreu. De que? Uma paragem cardíaca ate hoje mal parada. Mas não minha opinião, Maria morreu de Amor. Amor a mais que sentia por aquele homem que nunca valorizou a Maria pois a Callas para ele era importante. Morreu de amor e de saudade. Como que sendo a ultima das heroínas de um romance Inglês do século XIX , Maria Callas, o Pequeno Rouxinol, morreu sem voz e sem coração.



"Vós, que sofreis, porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele".

Vítor Hugo

Frau Carmo

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exclusividade

(nao ha fome que nao dê em fartura hein!?)


Não me considero possessiva ou control freak no que diz respeito a relações. Gosto de ter noticias, de saber do seu dia-a-dia , mas não o sigo como cão de guarda. Se sou ciumenta? Sim sou, o "saudável" (se é que tal existe..) dentro de uma relação. Sei a pessoa que tenho comigo, e sei o quão picuinhas fui para a encontrar e ter comigo. portanto, se eu gostei de certo mais alguém gostará. Presunçosa!? Nada disso, só conheço o real valor das "coisas".

Sempre gostei de ser e de me sentir única em determinadas áreas da minha vida. As relações amorosas são sem sombra de duvidas o supra sumo desta caracteristica minha. Pode-se dizer que lido politicamente bem com os meus ciumes, com a minha exigência de exclusividade e , acima de tudo, com pessoas que estiveram onde eu me encontro agora. Se gosto delas? Não, nem um pouco, mas lido. Não deixo que isso interfira na minha felicidade, felicidade essa que a nos os dois diz respeito quer a criação quer a destruição (se bem que todos sabemos que não é assim que as coisas se processam...). Lido....quando vejo é que o meu investimento é seguro, quando sei que é alguém por quem valha a pena engolir um pouco do orgulho e do nariz empinado, em troca do meu sorriso 33.

Orgulho-me de dizer que tenho uma relação onde não existem tabus. É certo que temas mais sensíveis a ambos e onde a conversa normalmente amena e suave toma contornos mais sérios.....onde a fluidez não é a mesma. O meu "problema" é que por mais tempo que passe um único tema que não fica mais fácil: a 1ª.

A primeira foi isso mesmo....a primeira. Em tantas coisas, demasiadas, tanto tempo, talvez demasiado, tempo que ate o meu tempo numa determinada época me absorveu quase por completo. Cada vez lido melhor, cada vez estou mais segura e mais certa da escolha que fiz e do passo que dei, mas ainda assim......custa. É acima de tudo injusto, pelo simples facto de que não "luta" possível nem sequer objecto de luta pois não se justifica falar de luta. Mas é o meu calcanhar de Aquiles, a presença incomodativa, o rancor que nunca digeri e ultrapassei, com muita pena minha , mas sendo orgulhosa como sou, não posso deixar de o sentir , de me sentir ate ainda um pouco fragilizada.

Tudo isto resulta de algo que abomino sentir: Medo. Medo de perder, de ser perdida, de o meu alicerce desaparecer debaixo dos meus pés, medo de ficar sem ar.
Esta sempre foi o meu dilema interno: entre a necessidade extrema e intrínseca de sentir tudo de todas as maneiras, sentir ate deixar de me sentir a mim própria e sentir tudo o resto; e o medo de o fazer. O desprendimento que me arrefece e refreia, que me torna racional e calculista. O meu Yin e o meu Yang.


Frau Carmo

Distância

Todos nós lidamos de maneira diferentes com a distância. Seja de quem for, por quanto tempo for, tendemos a equacionar a dor da distancia conforme a importancia dada a uma pessoa, o que tem toda a logica, visto ninguem sentir falta de alguem que nao lhe é muito querido ou que nao tenha marcado de alguma maneira a nossa vida de uma maneira a nao a esquecer.mos maisl.
Pois eu....já dei por mim a morrer (literalmente) de saudades de alguem que nao mais me fazia bem, alguem que me magoou, que nao me deu o devido valor e que de alguma forma , acabou por ganhar proporçoes épicas para mim. No outro polo oposto, encontram-me aquelas pessoas com que convivo todos os dias, com quem tenho conversas amenas não so sobre meras futilidades diarias ou assuntos de interesse comum, alguem que posso dizer fazer parte da minha vida, mas que, quando me vejo afastada delas, nao ha momento do meu dia que eu perca a pensar nelas e em como me marcam ou sao para mim importantes. Visto isto...como lido eu com a distancia? Será que crio uma relaçao de dependencia/vicio para com X pessoa, independentemente da sua influencia na minha vida? A conclusão: cada vez menos me vejo dependente.

Somos as melhores amigas. Ela sabe a fundo quem sou, sabe prever reacções minhas, sabe quando sou eu que lhe envia uma mensagem ou quando eu nao estou bem. De alguma maneira, é uma especie de ligaçao cosmica onde eu sei como ela está em determinado momento e ela, é exactamente igual comigo. O problema? As coisas ja nao funcionam assim....afastei-me, afastámo.nos. Situações da vida dela e da minha acabaram por nos afastar, pouco é o tempo passado juntas , e quando ele surge, já nao é o tempo de qualidade e a vontade de fazer surgir esse tempo é cada vez menor. A questão surgiu hoje: porque? Porque ja nao somos as mesmas, o que nos aconteceu e o que fazer antes que o elo seja quebrado?

A verdade é que nao faço a menor das ideias. Como já disse, nós mudámos, a vida de cada uma segue rumos cada vez mais diferentes , mas nada disto é novo, ja antes aconteceu e nunca nos afastámos como ate hoje. O que mais me atormenta, é que eu nao sei o que fazer nem sei o que quero fazer. O afastamento nao me fez bem e cada vez me está a fazer pior.....encontrei outras pessoas com quem me identifico mais, outras pessoas que tambem querem o meu bem mas que sabem escolher as palavras usadas comigo, pessoas cujas vidas nao sao poços de problemas e onde a minha deixou de ter interesse. Podera ser tambem egoísmo meu...mas as coisas ja nao sao as mesmas. So espero sinceramente, que o desfecho (se é que ele vai existir, vai ser necessario) seja o mais positivo e o mais desejado por ambas.

No outro polo oposto....esta Ele. Chegou de mansinho, tentou invadir mas eu nao deixei.....eu nao tinha deixado. Agora? Dificil será deixa-lo ir.....



Frau Carmo

terça-feira, 4 de maio de 2010

88-65-90

Todos os dias somos bombardeados com corpos que desafiam a propria Humaninade de tao perfeitos que sao. Nao ha defeito que se lhes encontre, começa pelo cabelo cedoso e acaba no pe da Cinderela. Estão nas paragens dos autocarros, nos outdoors á beira da estrada, no jornal que nos dão no transito....Literalmente, em todo o lado!
O que faz isso por uma mulher?!Fa-la fazer parvoices como é obvio! Vemos aquela actriz que ja foi mais gordinha agora enfiada num par de calças que de certeza lhe corta a circulaçao nas pernas, vemos uma famosa que saiu da maternidade há uns dias e já tem menos barriga do que eu.....(nao que eu seja um buda -.-) , tudo isto nos faz por em causa as nossas formas, por mais saudaveis que possamos ser.

Não é desconhecido de ninguem o facto dos disturbios alimentares serem a nova doença, a doença do século novo. Miudas anoréticas, miudas bulímicas, miudas que com 10 anos ja estao a dieta mas cujos pais nao se dao ao trabalho de as tirar de casa para que se mexam, "pauzinhos de virar tripas" (biba óh minhóo!! ) que sao magras nao por nao comerem mas por o seu sistema nervoso se recusar a assimilar o que comem. o certo...é que toda a gente que ser aquela modelo da capa da revista....tonificada mas torneada, pele de porçelana ou mais morena, cabelo sedoso e cara de boneca. Men want them...Women want to be like them.

Mas agora pergunto-me.....será esse corpinho relembrado ate um dia mais tarde? Quererão mesmo os homens essa menina da passerele? Encontrei um site que me diz que nao.
Marylin? Ava? Sophia? Gina?
Algum destes nomes vos diz algo? A mim diz, e muito! Sao as divas de Hollywood, os Corpos, os Rostos, a Perfeiçao feito gente. Verdadeiras ampulhetas , estas senhoras orgulhavam-se do seu peito volumoso e ancas redondas. Alias, estes atributos vendiam , davam espectadores a um filme , enchiam salas para sessoes de autografos, vendiam revistas, calendários......numa epoca onde as curvas eram sagradas e nao pecado.
Passo a mostrar a lista que encontrei:


Sophia Loren: 96,5-61-96,5




















Rita Hayworth: 91-61-91





















Marylin Monroe: 89- 56-89






















Brigitte Bardot: 88 - 49 - 88





















Ava Gardener: 91 - 58 - 94




















Jayne Mansfield: 101 - 53 - 91




















Em suma, todas estas senhoras vestiam um M ou L na parte de cima e na parte de baixo, entre o 36 e o 40! Eu compreendo que nos dias de hoje um bom "cabide" andante seja a melhor forma de um estilista promover o seu vestuario, mas fazer desse corpo O Modelo de corpo....não so destrói auto-estimas mais frageis, como é uma ofensa para a mulher com curvas!

Ah! as medidas do titulo? Sao as minhas....com muito gosto!!


http://www.listal.com/list/the-hourglass-figure