quarta-feira, 27 de outubro de 2010

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4 de Novembro de 2009.
Era já de noite, passava da hora de jantar e eu andava perdida pela net, tenatndo achar algo de cativante que me fizesse manter o computador ligado. Estava no mais que famoso Facebook (Agora ja tem um filme e lai lai), quando vejo que alguem aceitou recentemente o meu convite feito ha ja mais de um mes. Sem mais demoras fui ver de quem se trataria, quando para meu espanto vejo que era Ele. Nao pude deixar de pensar que havia qualquer coisa que parecia obrigar-nos a manter um contacto, uma linha que me desse noticias dele, que lhe desse noticias minhas.

Pouco depois de me ver na sua lista de amigos, recebo uma mensgem. Do mais neutra possivel mas que de neutra nada tinha, uma mensagem que chegou ao fim de 3 anos, com o mesmo ah vontade com a primeira tinha chegado 3 anos antes. Parecia nao haver qualquer "constrangimento" em falar comigo, em tentar fazer com que eu falasse com ele.

A conversa fluiu normalmente, pelo menos com o tom mais normal que nos é possivel, e ainda assim....eu nao sabia porque que estavamos a falar. Eu nao estava bem, nao estava numa boa fase, nao queria conversas com ninguem, ainda menos com Ele, e ainda assim, parecia nao conseguir deixar de responder áquelas mensagens. Queria noticas dele, queria saber dele, mas nao queria que ele soubesse de mim, que ele tivesse uma ,linha de ligaçao a mim. Linha essa que tao bruscamente cortei, tal como prometi que faria.

Foram precisos dois dias de mensagens para permitir um primitivo e quase ridiculo msn.......e muito mais se viria a permitir....

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Desassossego

Nao sei sobre o que escrever. Sei que preciso de falar para esta pagina mas nao sei decididamente sobre o que escrever. E esta frase resume em parte o que me tem acontecido desde há nao sei quanto tempo: vivo nao sei porque, indo nao sei para a fazer para fazer nao sei o que.

Deixei de viver de ha uns tempos para ca. Ela , a Vida, tem-me vido de uma maneira soberba, quase absorvendo as 24 horas do meu dia-a-dia, deixando-me uns momentinhos mesquinhos para pensar em algo que nao as obrigaçoes e os horarios. Horarios que de certa maneira me movem, me dao alguma estamina, pois viver á espera do nada nunca funcionou para mim.

Sinto-me num gigantesco bloquieo criativo, onde o objecto publicitario seria a minha vida, mas esta revelou ter muito pouco que contar, e ainda menos quem venho correborar o meu testemunho. Tenho saudades de certas pessoas e ao mesmo tempo a vontade de me voltar a ligar a elas ,da mesma forma, parece ser inexistente. Ha coisas que uma vez que pegamos nelas e as mexemos, quando tentamos colocar no sitio parece que ja nao encaixa da mesma maneira, por muito que procuremos aquela infima sombra deixada pelo pó que se acumulou em cima da mesa. Simplesmente, ja nao encaixa.

Outras vezes, mesmo quando pensamos que tudo é o mesmo e que o tempo e a diferença de horarios nada mudou, vemos que a mudança foi bem mais acentuada do que pensámos. O tema de conversa que antes fluia duma forma quase impossivel de escoamento, agora torna-se inexistente ou repetitivo, quando duas vidas deixam de ser tao comuns e se tornam dois patamares bem distintos....


E depois ha a dependencia. Tornei-me dependente de algo a que jurei a mim mesma, que nao o iria fazer. Sempre me quis manter o mais lucida possivel, ver que antes do todo existem as partes que sao distintas entre si. O problema é que parece que enquanto me preocupava em pensar noutros 500 acabei por ficar dependente. Isto atormentame e ate que me revolta pois se ha coisa de que nao preciso é de estar dependente de ninguem, de nao ter que precisar de ninguem para estar bem, aliviada do resto que se vai passando á minha volta, mas a verdade é que foi nisso mesm o que me tornei: dependente.
E sei o que vem com a dependencia: veem os medos, as inseguranças, as minhas perguntas, os meus flash forwords. Sei de quem preciso para estar bem, e esta parte é decididamente parte de mim....mas estar dependente nunca foi parte dos meus planos.


Ja nao sei quem é o meu cineasta favorito, a minha banda ou musica, o que quero ser "quando for grande" , a minha viagem de sonho ou o carro favorito. tudo isto nao passa, para mim, de uma imensa amálgama de massa cinzenta disforme e sem inicio ou fim. Se me perguntarem se gosto de Marilyn Manson sei acertivamente dizer que nao, mas entao...e quem gosto mais de ouvir? Qual o filme da minha vida? Onde me imagino daqui a 10 anos?

Nao sei. Posso responder seguramente a esta pergunta dizendo que nao sei....


Frau Carmo